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Praia de Itaúna
Saquarema · Rio de Janeiro · 22.9333° S 42.4833° W

- Onda
- Beach break
- Direção
- Direita / Esquerda
- Nível
- Avançado
- Swell
- Sul e sudoeste
- Vento
- Norte e noroeste
- Maré
- Vazante
- Época
- Outono e inverno
- Movimento
- Muito alta
Saquarema é chamada de Maracanã do surf, e Itaúna é o motivo. A praia recebe etapa do circuito mundial da WSL e virou o palco onde o surf brasileiro mostra serviço em casa, com arquibancada natural na pedra do canto e uma plateia que entende de onda.
A onda
Itaúna é um beach break potente. O banco de areia junto ao canto forma ondas que arrebentam com força e frequentemente tubam, e a série chega rápido: é uma onda que pune hesitação. Não é a praia para uma primeira viagem de surf.
Funciona bem em swell de sul e sudoeste, e aguenta tamanho. Em dias grandes, Itaúna fica pesada mesmo para gente experiente. Com mar menor a praia fica muito mais acessível, mas também bem mais cheia.
A maré importa mais aqui do que na média. Vazante costuma deixar a onda mais oca. Cheia tende a engordar e perder definição.
Quando ir
Outono e inverno, pela mesma razão de sempre no Sudeste: frentes frias. Se a ideia é assistir à etapa do mundial, cheque o calendário da WSL antes: a janela do evento costuma cair no meio do ano, e a cidade fica outra durante a competição, com muito mais gente e muito mais estrutura.
Acesso
Saquarema fica na Região dos Lagos, a cerca de 100 km do Rio de Janeiro. O caminho rápido é a Via Lagos (RJ-124), pedagiada, que faz o trajeto em pouco mais de duas horas fora de feriado. A alternativa gratuita é a RJ-106, mais lenta e com travessia de cidades. Em fim de semana de sol e em feriado prolongado, as duas engarrafam na volta.
Há linhas rodoviárias diretas da Rodoviária Novo Rio até Saquarema várias vezes ao dia, e do terminal até Itaúna é uma corrida curta. Quem chega de avião pousa no Galeão ou no Santos Dumont e segue por terra. Não há aeroporto útil mais perto.
A praia é urbana e o acesso é direto: avenida na frente, estacionamento na rua e entrada pela areia em vários pontos. Em dia de campeonato, a orla fecha ao redor da arena e a vaga vira problema. O costão do canto, com a igrejinha em cima, é a subida de dois minutos que resolve a leitura do mar antes de vestir a roupa.
Nível e segurança
Itaúna é um pico avançado e o motivo é o tipo de energia, não o tamanho. A onda quebra em cima de banco de areia com a série chegando rápido, e a arrebentação tem força de sobra para quebrar prancha e prender surfista embaixo d’água por alguns segundos. Em mar de metro e meio para cima, a lavagem é longa.
Três riscos concretos. O primeiro é o próprio banco, raso na vazante: o drop é seco e cair de cabeça ali machuca pescoço e ombro. O segundo é a correnteza junto ao costão do canto, que corre para fora e é forte o bastante para levar quem rema mal para longe do pico. Ela é o canal de saída de quem conhece, e funciona como armadilha para quem não conhece. O terceiro é o shorebreak: em maré cheia a onda quebra quase na areia, e é ali que banhista e surfista distraído se machucam.
Some a isso a densidade da fila em dia bom, com gente que compete surfando no limite. Uma prancha solta em Itaúna cheia é um problema para muita gente ao mesmo tempo. Leve leash novo e confira antes de entrar.
Iniciante não tem o que fazer em Itaúna em dia de mar. Com o mar pequeno da janela de verão a praia fica acessível, e para aprender de verdade a escolha certa são as praias vizinhas, mais mansas e sem plateia.
A cidade
Saquarema é bem menor e mais pacata que Cabo Frio ou Búzios, e essa é a graça: a cidade continua com cara de cidade de praia, não de resort.
Além do mar, Saquarema é conhecida pela Lagoa de Saquarema e pela Igreja de Nossa Senhora de Nazareth, construída sobre uma ponta de pedra que separa as praias. É o cartão-postal da cidade e um dos melhores lugares para ver o mar de cima antes de decidir onde entrar.
Para quem não surfa, a cidade é boa para stand up paddle na lagoa, tem trilhas curtas nos morros ao redor e uma cena gastronômica pequena mas honesta, concentrada perto da praia.
Realidade do pico
Itaúna é disputada. É a praia de casa de muita gente que compete, e a fila anda rápido e com hierarquia clara. Se você está viajando e quer surfar em Saquarema sem enfrentar isso, as praias vizinhas (Vilatur e Jaconé, por exemplo) pegam o mesmo swell com uma fração da plateia.
Curiosidades sobre Praia de Itaúna
O Maracanã do surfe
O apelido pegou porque Saquarema tem o que quase nenhum pico tem: uma arquibancada natural. O costão de pedra ao lado da praia coloca centenas de pessoas olhando de cima, perto o suficiente para acompanhar bateria. É a razão de a cidade ter virado sede fixa de etapa mundial.
A igrejinha em cima da pedra
A Igreja de Nossa Senhora de Nazareth, do século XVII, fica sobre a ponta rochosa que separa as praias e é o cartão-postal de Saquarema. Para quem vai surfar, é também o melhor mirante da cidade: dá para avaliar o mar inteiro antes de decidir onde entrar.
Uma onda que pune hesitação
Itaúna quebra rápido e com força sobre banco de areia, e a série chega sem aviso. É a diferença prática entre um beach break comum e um que sedia campeonato mundial: aqui a onda não espera você decidir.
Atualizado em 07 de agosto de 2026